| Imagem ilustração Copilot |
O Espelho Esquecido da Transitoriedade.
O mundo é um ponto azul. Frágil. Passageiro. Todos nascem,
caminham, partem. É simples. Mas o poder esquece. Age como se fosse dono da
terra. Ergue muros contra quem busca apenas sobreviver.
O “sonho americano” virou pesadelo. Asfalto. Sangue. René
Nicole, uma jovem de 37 anos, morreu em Minnesota. Morta por agentes de
imigração. O governo a chamou de “terrorista”. Não era. Era só uma mulher. E mãe. Mãe de três crianças. A palavra “terrorista” serviu para encobrir o crime. Para esmagar
a confiança. Para espalhar ódio, revolta.
Menny Chaves também é vítima disso tudo. Vítima do medo.
Tem só 16 anos. Ele já não sonha, preocupa-se. Só deseja que os pais voltem do trabalho
vivos. Ele fala de um presidente sem empatia. Um homem que trata
pessoas como cães. A polícia segue a ordem. Não protege. Ameaça. Mata a tiros.
O tirano esquece que também é passageiro. Persegue o
imigrante. Persegue a própria história. Fronteiras são cicatrizes. Elas não
param a vida.
Um jovem de Oregon disse: viver assim é morar em casa de vidro. O dono atira pedras nos vizinhos. Não percebe. O último estilhaço vai destruir o próprio teto.
Algo de muito errado está se passando com ele… com a gente, com o mundo. Ninguém está vendo isso?
