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| Ilustração Gemini |
Murros em Ponta de Faca.
Os Estados Unidos vivem uma crise que não é apenas política,
mas humana. A chegada de agentes federais a Minnesota, sem convite do
governador, abriu uma ferida que expôs a fragilidade do federalismo e a
incoerência de um país construído por imigrantes, mas que agora tenta negar
suas próprias raízes.
Famílias foram separadas. Pais deportados, filhos cidadãos
deixados para trás, obrigados a viver em terras que não conhecem. Como se não
bastasse, o histórico conflito racial continua a marcar a vida dos cidadãos
negros, ampliando a sensação de exclusão e perseguição.
O paradoxo é evidente: o próprio presidente que impulsionou
essas medidas é descendente de imigrantes. Se seus antepassados tivessem sido
tratados com a mesma dureza, talvez a história fosse outra.
E é nesse cenário que lembramos nomes como George Floyd, Renee e Pettri. Suas mortes não podem cair no esquecimento. Elas são o lembrete de que políticas autoritárias e violência institucional não apenas dividem a nação, mas ceifam vidas.
Que suas histórias sirvam de alerta para que os Estados Unidos não continuem a dar murros em ponta de faca, ferindo a si mesmos e comprometendo o futuro de todos.


