UM REENCONTRO INESPERADO

Ilustração: Pixabay (myrfa)

Um Reencontro Inesperado.

O Dia do Livro sempre me leva a uma jornada nostálgica, repleta de lembranças agridoces. A alegria pela celebração desse objeto tão especial contrasta com a tristeza de uma perda que, por muito tempo, marcou minha vida.

Quando era mais jovem, a necessidade me obrigou a decidir com tristeza: vender parte da minha biblioteca. Cada livro que colocava na caixa de papelão era como se estivesse me despedindo de um velho amigo. Senti como se estivesse vendendo um pouco da minha alma.

Com o passar dos anos, a biblioteca foi sendo reconstruída lentamente. Mas a saudade daqueles primeiros livros sempre esteve presente. Um dia, passeando pelo centro, entrei em um sebo por curiosidade. Comecei a percorrer os corredores, buscando algum título familiar. E então, lá estava ele: um dos livros que havia vendido anos atrás.

A emoção foi indescritível. Segurei o livro, sentindo a mesma textura do papel, o mesmo cheiro de tinta. Era como se reencontrasse um velho amigo perdido. Ao abri-lo e começar a ler, senti a mesma emoção da primeira vez.

Os livros, com sua capacidade de conectar-nos com diferentes realidades, são um dos maiores tesouros que podemos ter.


Ler é bom.